Quando era pequenina gostava de brincar às escondidas. Agora tenho dias.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Coisas da vida

Quando eu tinha para aí os meus sete ou oito anos tive uma paixão assolapada por um miúdo que morava na rua da minha avó, no número ao lado, para ser mais precisa. Um dia, depois de eu provavelmente ter feito um verdadeiro desfile de bandeiras, o artista, que tinha para aí mais uns três ou quatro anos que eu - o que na altura faz a diferença de uma vida - pediu a um outro para me perguntar se, se o amigo me pedisse namoro, eu aceitava. De acordo com instruções que sempre ouvira à minha mãezinha, disse-lhe que ia pensar. Mas como a vida são dois dias e eu ainda pouco tempo antes tinha pouco mais do que isso, achei que não valia a pena esperar uma eternidade e nessa mesma tarde fiz saber o meu Sim.
Nessa mesma tarde aprendi o que era uma resposta a título meramente informativo.
Há uns anos atrás, não muitos, encontrei-o debaixo da mesma janela - o local do crime tinha sido a janela do rés-do-chão da minha avó.
Epá, gostei de te ver, estás muito bonita!
Estava careca.

3 comentários:

  1. porque é que este post está aqui sozinho? tem uma estória tão engraçada

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  2. porque ainda não tinha visno aqui uma louca desastabilizar

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